Vinho que acaricia

 

Alfredo, um homem calmo, pacato, mas frio e calculista. Não aceitava a personalidade que tinha. Sujeito magrela e sólido. Mas Alfredo era um homem rico, podia sair com todas as mulheres, provar de todos os pratos da culinária. Ao mesmo tempo em que Alfredo não sabia escolher uma bebida de boa qualidade, assim também agia para com as mulheres. Este homem tinha duas características que considerava incontestável: a de persuadir com facilidade as pessoas, principalmente mulheres, e mentir com total eficácia e naturalidade. Isso era nato. Alfredo saiu com muitas mulheres e a última foi Martha, uma linda e talentosa garçonete do maior bar de Londres. Alfredo visitou o bar novo da cidade, onde avistou uma mulher de comportamento fino e humilde. Ele nunca viu duas características tão reunidas em um só ser, não daquela maneira.

A mulher se chamava Mathilda. Ela não estava vestida como uma visitante do novo bar. Estava envolvida em uma modesta saia e em uma blusa na cor bordô, longa que quase chegava a cobrir usas mãos. Seus cabelos caracolados estavam presos a um rápido coque que mostrava por completo a sua delicada nuca. Estava ela segurando uma taça e provando de vários tipos de vinhos. Ela era uma gourmet, degustava de todos vinhos que seriam servidos naquele famoso bar. E ganhava bem por isso. Alfredo tomou coragem e chamou: “- Carmem!” Ela não o ouviu e ele a chamou mais uma vez pelo mesmo nome. Um moço que estava próximo dele o interrogou: “- Sr., o nome dela não é Carmem.” Então Alfredo disse: “- Eu sei rapaz.” E o moço indagou: “- Então por que a chama por esse nome?” Ele respondeu: “Por que ela vai pensar que eu a acho parecida com alguém. Ela virá até a mim e dirá  que estou enganado, assim revelando o seu verdadeiro nome. Eu quero conhece-la rapaz.”. O jovem ficou boquiaberto com tamanha sagacidade do homem. Alfredo viu-se perturbado pela beleza da moça. Mesmo sabendo que o sexo deveria ser explorado com delicadeza, emoção, amor, ciúmes, Alfredo encontrou-se em outro estado completamente diferente do que costumava estar. Pensou em várias coisas obscenas ao ver aquela mulher. Ele observava como a mulher segurava a taça de vinho, a maneira virtuosa de como ela se deliciava com o líquido. Alfredo, com os olhos fixos no corpo da gourmet, imaginou-se como aquele vinho, intenso, forte e nobre. Toda a cor do vinho demonstrava como ele era. Quando a moça tocou a borda da taça nos lábios, ele ficou trêmulo e observou em poucos segundos como o líquido acariciava a borda da taça e encontrando os lábios da moça. Ele imaginou-se como estivesse se dissolvendo todo, explodindo num deleite fatal.

Alfredo foi ao banheiro, seu lábio estava bastante vermelho, ele o enxergava no espelho. Sentiu-se um psicopata, nunca imaginou comporta-se daquele modo.

 

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